arrepio

fustiga-me a palavra em sua ausência

no alto da torre, vogais vigiam as 
consoantes, desejando-as consortes
na nova jornada

atravessa-me afetos um dia gerados,
apressados a vencer o dia,
na grafia que a vontade ordenha como sentido,

a a alma.do poeta alimenta

a língua roça o céu da boca,
buscando-se milagre no firmamento
que saliva,
e em si renasce verbo

e como verbo,
um mundo inteiro na voz se fez,
na minha tez


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

labirinto-me

telefonema ao pai