ainda que o rito aprume a vértebra, e caia dos lábios louvores de gratidão, quem permanecerá, quando o corpo eclipsar e só restar a alma? haverá um céu, para além da fome dos vermes? ou voltará à terra, como grão debulhado muitas vezes quantos altares merecerão incenso, mirra e sangue, além de poesia sem nenhum valor? valerá o sacrifício, que o tempo julga necessário? quem responderá, quando o nada for inquerido? haverá um céu, onde caiba o desejo dos homens, e uma terra, que os acolha por não mais sonhar